A média de gols melhorou muito mesmo. Era de 1,5 por jogo na primeira rodada. Só nesta quinta, subiu pra 3,3. Em grande parte por causa da goleada da Argentina sobre a Coreia do Sul.
Vamos tratar primeiro da seleção brasileira. Por lá, o que cresceu foi a importância de um certo jogador. A gente entende por que na reportagem de Tino Marcos e Álvaro Santana.
Esse sério não é o Robinho. Esse, com sorriso tímido, começou a ficar parecido. Esse, rindo, sim é ele.
Lá vem Daniel Alves e Robinho grita de dor, um gesto da mais pura gaiatice. Em seguida, vai se vingar e gritar "agora é minha vez". E Daniel evita o confronto.
Parou o treino, é sempre a vítima da vez. Hidratação e piada. Veste o uniforme mais exigido e esse é só um dos Robinhos da Seleção.
Onde se vê Robinho, lê-se multifunção. "Eu estou pra ajudar a Seleção. Acho que o Dunga pode contar comigo ali na frente, no ataque, ou em qualquer posição", afirmou Robinho.
Opção um. "Quando eu estou no ataque, eu procuro me movimentar mais próximo da área, sendo mais agudo, procurando fazer os movimentos pros jogadores me deixar na cara do gol”.
A opção dois a gente viu contra a Coreia do Norte. Kaká não estava bem, Dunga lançou Nilmar e recuou Robinho. O atacante passou a ser o responsável pelo setor de criação do time. Deu certo, deu gol.
“Quando eu jogo mais atrás, eu procuro buscar a bola um pouco mais no pé pra tentar deixar os jogadores que estão mais à frente na cara do gol, que nem aconteceu com o Elano”.
Ele é muito mais do que a referência de alegria: tem carteira de convocação permanente. Desde que Dunga é técnico, só não foi pra Seleção quando esteve machucado.
Contra a Coreia, chamou pra si a responsabilidade do protagonismo. Foi quem mais perseguiu a ousadia que faltou ao time.
São sete anos de Seleção, 74 jogos, segunda Copa. Aos 26 anos de idade, quer ser o cara da Copa e mostrar com quantos Robinhos se busca um título.